A Mulher, o Pranto e a Espera
Não, não deves chorar.
Acenda um cigarro
Escute a música de Noel Rosa
Escute, se quiser, sinfonia de Bach
Aspire de um trago seu cigarro
e quando novamente respirar,
já terá ido embora a saudade.
Não, não deves chorar...
Guarde seu lenço branco.
Outras lágrimas virão
e nele, companheiro fiel, verterás teu pranto.
A vida continua, outros amores virão.
Guarde tua alma pura
pois nela morará outra saudade.
Ande na rua, molhada pela chuva,
e veja-se em uma poça d´água.
Que vês? Teu rosto marcado
do pranto chorado, imerecido.
Ande, no alto da colina verde,
abra teu lenço e dê adeus à saudade,
à cinza do cigarro, à música de Bach.
Quem é Bach? Será que amou?
Deve ter amado e chorado muitas saudades.
A vida, enfim, é um acontecimento,
é uma realidade.
Realidade ... ou fatalidade?
A realização de si própria dirá.
Vês, surge um novo dia!
sonhe que és um pássaro e emigre.
Emigre para outro coração.
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