Conhecer pessoas é muito bom. Conviver é um aprendizado.
Na terça feira, a caminho do meu trabalho, uma notícia assim, de estalo: Jane, a Zezé morreu!
É inexplicável a sensação que toma conta da gente! É patético! Assim, de repente, uma pessoa sai de cenário silenciosa, sem se despedir...
Maria José, a "Zezé do Orestino"...
Mesmo que seja para sempre, ninguem parte totalmente. E quanto ficou de Zezé!
Zezé discreta, correta, sábia e, por isto mesmo, humilde.
Zezé não queria aparecer, mas nos ensinou mais do que se tivesse dado shows, palestras e tudo o mais que ela poderia ter feito, pois sabedoria e talento não lhe faltavam.
Mas Zezé se preocupou com o essencial: servir a Deus, ao próximo, à Família!
As perdas que sofreu, a solidão que abraçou sem queixas, sem lamúrias....
Zezé rezava pelas pessoas, como rezou por mim algumas vezes e mostrava grande interesse em saber se havia conseguido resolver esse ou aquele problema.
De poucas palavras, muita atitude, nenhuma queixa.
Zezé não incomodava, não reivindicava. Zezé era acolhedora e muito fiel à sua missão.
A missão de amar, sofrer, cuidar de toda a Família e, finalmente, cuidar de sí...
Um semblante sereno, calmo. Sincera e inteira na amizade.
Sempre gentil e grata às pessoas mais próximas.
Zezé se foi, mas de Zezé ficou uma vida inteira de exemplos.
Uma perfeita e solitária Missionária.
Zezé! Que lição bonita de vida: sem muitas palavras, de total disponibilidade e imenso, intenso amor.
Zezé do Orestino... Agora a nossa Zezé...de Deus!
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