BOA TARDE! É tempo de quaresma, tempo de reflexão. E é justamente sobre o carnaval que eu quero refletir com você. Carnaval, festa pagã. Mas hoje, principalmente no Brasil, é uma festa para turista ver. As Escolas de Samba contam a história de um povo feliz que sabe extravasar sua alegria com arte, com samba no pé, com amor à sua escola, às suas raizes. Cá, no interior, precisamente no Cangerê, o carnaval aconteceu como uma festa de grande familia. Na Praça, com todos se cumprimentando, se divertindo, dançando. Mas o que mais surpreendeu-me, este ano, foi o carnaval infantil - a matinée, no Classic Hall. Com minha filha e meu genro, acompanhei minha netinha à matinée de carnaval. Criançada linda, fantasiada com muito bom gosto, todos soltinhos e animados se divertindo no pula pula e no tobogã, enquanto as músicas de roda, músicas infantis, eram o som da hora. De repente, mudaram o rítmo: ouviam-se as marchinhas carnavalescas do tempo da vovó. Nós, os adultos, entramos no clima carnavalesco, mas poucos ousaram dançar, mesmo porque as crianças continuaram no pula pula e no tobogã. A certa altura começaram as músicas Funk e, para nossa surpresa, as crianças deixaram a brincadeira e cairam na pista exibindo as coreografias quentes, sensuais, com graça e desembaraço. Surpresa e um pouco decepcionada, aliás intrigada, experimentei um forte sentimento de culpa, de pena, de dor... Sim, a verdade dói e a verdade estava alí com uma nova leitura de vida e me perguntei: o que fizemos por nossas crianças? Por que elas estão dançando como pequenos adultos? Por que aceitamos e vivenciamos o sexo exposto sem reserva, sem censura, sem responsabilidade? Com total naturalidade? Naquela matinée me senti espelho.Culpada! Senti que, de fato, o meu mundo acabou quando as cantigas de rodas e marchinhas de amor passaram despercebidas por aquelas cabecinhas curiosas, esbanjando energia e vida! É... o meu mundo acabou, se perdeu, escafedeu. O rítmo agora é outro, é tudo pronto, tudo igual, sem plavras e frase nenhuma... lê, lê, Lê, tê,tê, tê, tchu, tcha, tcha.... Mudança tecnológíca, moral (ou imoral?) é o laisser faire - o deixa rolar! E rolou como e porque era carnaval!
É tempo de quaresma, de REFLEXÂO...
No ar, para você, Coluna Social!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
COLUNA SOCIAL 22-02-13 montanhesfm.com
BOA TARDE! É tempo de quaresma, tempo de reflexão. E é justamente sobre o carnaval que eu quero refletir com você. Carnaval, festa pagã. Mas hoje, principalmente no Brasil, é uma festa para turista ver. As Escolas de Samba contam a história de um povo feliz que sabe extravasar sua alegria com arte, com samba no pé, com amor à sua escola, às suas raizes. Cá, no interior, precisamente no Cangerê, o carnaval aconteceu como uma festa de grande familia. Na Praça, com todos se cumprimentando, se divertindo, dançando. Mas o que mais surpreendeu-me, este ano, foi o carnaval infantil - a matinée, no Classic Hall. Com minha filha e meu genro, acompanhei minha netinha à matinée de carnaval. Criançada linda, fantasiada com muito bom gosto, todos soltinhos e animados se divertindo no pula pula e no tobogã, enquanto as músicas de roda, músicas infantis, eram o som da hora. De repente, mudaram o rítmo: ouviam-se as marchinhas carnavalescas do tempo da vovó. Nós, os adultos, entramos no clima carnavalesco, mas poucos ousaram dançar, mesmo porque as crianças continuaram no pula pula e no tobogã. A certa altura começaram as músicas Funk e, para nossa surpresa, as crianças deixaram a brincadeira e cairam na pista exibindo as coreografias quentes, sensuais, com graça e desembaraço. Surpresa e um pouco decepcionada, aliás intrigada, experimentei um forte sentimento de culpa, de pena, de dor... Sim, a verdade dói e a verdade estava alí com uma nova leitura de vida e me perguntei: o que fizemos por nossas crianças? Por que elas estão dançando como pequenos adultos? Por que aceitamos e vivenciamos o sexo exposto sem reserva, sem censura, sem responsabilidade? Com total naturalidade? Naquela matinée me senti espelho.Culpada! Senti que, de fato, o meu mundo acabou quando as cantigas de rodas e marchinhas de amor passaram despercebidas por aquelas cabecinhas curiosas, esbanjando energia e vida! É... o meu mundo acabou, se perdeu, escafedeu. O rítmo agora é outro, é tudo pronto, tudo igual, sem plavras e frase nenhuma... lê, lê, Lê, tê,tê, tê, tchu, tcha, tcha.... Mudança tecnológíca, moral (ou imoral?) é o laisser faire - o deixa rolar! E rolou como e porque era carnaval!
É tempo de quaresma, de REFLEXÂO...
No ar, para você, Coluna Social!
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